MODA E ARTE

OS MELHORES FILMES DE MODA 2012





O Portal de tendências WGSN listou 10 filmes que vão estrear nas telonas em 2012 e prometem dar o que falar na moda, ou pelo figurino impecável ou por alguns detalhes que podem influenciar os fashionistas.
Veja abaixo e fique de olho nos lançamentos:

1. O Grande Gatsby: Com Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan, o remake do clássico de F Scott Fitzgerald será cheio de vestidos da década de 1920, com cintura baixa.

2. On the Road: Filme do brasileiro Walter Salles baseado no clássico homônimo da literatura beat, de Jack Kerouac, que foi lançado em 1958. Conta a história de um aspirante a escritor que atravessa os Estados Unidos pedindo carona.  O elenco, que inclui Kristen Stewart, vai mostrar um visual despojado, com muita camisa sobre camiseta, all star e calça cigarette.

3. O Cavaleiro das Trevas Ressurge: o novo Batman, de Christopher Nolan, terá Anne Hathaway como um dos hits, toda vestida de couro, como Mulher Gato.

4. Os Vingadores: Dirigido por Joss Whedon, o filme que vai trazer a reunião dos principais heróis da Marvel, unidos para salvar a Terra de aliens invasores. No elenco: Scarlett Johansson (Viúva Negra), Chris Evans (Capitão América), Chris Hemsworth (Thor) e Robert Downey Jr (Homem de Ferro).

5. Jogos Vorazes: Jogos Vorazes é ambientado em Panem, uma nação apocalítica que ocupou o lugar dos Estados Unidos. Dividido em doze distritos pobres, Panem é cenário de uma batalha anual, transmitida pela televisão, na qual um menino e uma menina de cada distrito precisam lutar até a morte. Jennifer Lawrence e Elizabeth Banks estão no elenco. Calças cargo, coletes utilitários e muitas peças cáqui e de couro serão destaque no figurino.

6. Rock of Ages: Baseado em um musical homônimo da Broadway, o filme tem direção de Adam Shankman, o mesmo de Hairspray. Conta a história de um jovem músico do interior chamado Drew (Diego Boneta), que chega a Hollywood nos anos 80 e se apaixona por Sherrie (Julianne Hough). Mas ela também chama a atenção de Stacee Jaxx (Tom Cruise), um arrogante rockstar no auge da carreira. Catherine Zeta Jones também está no elenco.

7. Prometheus: Charlize Teron e Patrick Wilson estão na ficção científica assinada por Ridley Scott, que tem sido chamada de continuação (ou prequel) de Alien.

8. Dirty Dancing: Remake do filme que fez sucesso em 1987, com Patrick Swayze no papel principal, promete! Deve estrear apenas em 2013.

9. Iron Lady:  Cinebiografia da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, que será interpretada por Meryl Streep. Tailleurs, colares de pérolas e broches de brilhantes em alta.

10. Branca de Neve (Snow White and the Huntsman): O conto de fadas, que trará Kristen Stewart, Charlize Theron e Chris Hemsworth, promete encher os olhos com um figurino medieval, à lá Joana D’Arc.








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Personalidade Fashion - Iris Apfel






Iris Apfel é uma senhorinha de 90 anos que se tornou um dos nomes mais badalados da moda. A Nova-Iorquina acaba de assinar uma linha de maquiagem para a prestigiada marca do ramo da beleza feminina, a canadense, MAC. Mas não esperem que os batons, sombras e mais uma variedade de produtos de maquiagem, venham em cores discretas, como as usadas pelas mulheres da idade de Apfel, a coleção contém cores vibrantes como o laranja, o verde e o Pink, tons prediletos da fashionista.
Iris Apfel é o tipo de pessoa que não chega e nem sai despercebida, por isso é uma das personagens mais comentadas nos blogs, sites e outras mídias de moda. Seu currículo é extenso, resultado de uma criatividade inusitada. Foi responsável pela decoração da Casa Branca por várias vezes. Ela e o marido eram proprietários da “Old Word Weavers”, requintada loja de tecidos e decoração. Nessa época, Greta Garbo e Estée Lauder, fizeram parte da seleta lista de clientes.
Considerada a mais velha “It-Girl”, ganhou o premio Ícone global de Estilo. Apfel não para por ai, já deu entrevistas nos maiores veículos de comunicação, entre eles, o “The New York Times”, foi homenageada no livro “A RARE BIRD OF FASHION- the Irreverent Iris Apfel”, depois disso, realizou uma exposição no Metropolitan Museum of Art, Assinou uma linha de Acessórios para a colossal “HSN”, também Foi a Musa inspiradora do estilista Jason Wu, Pousou para um editorial da revista Vogue Itália e já tem um documentário sobre sua vida.
A grande facada fashion de Iris Apfel, é a liberdade em que assume sobre sua imagem, livre das tendências, sem se enquadrar nas regras do certo ou errado, gosta de promover uma verdadeira brincadeira com cores e formas. Os acessórios são peças chaves para a composição dos looks, incluindo o enorme “óculos coruja”. Nada de improviso, tudo é muito bem pensado, para dar o efeito harmonioso em seu visual.
Apfel tem um profundo bom gosto para compor suas produções, gosta de roupas de estilistas como Balenciaga, Bill Blass, Oscar de La Renta e Norman Norell, no entanto não despreza os bazares e brechós que conheceu na Tunísia, Barrocos, Turquia, Nova York, Londres e todos que tem oportunidade de conhecer mundo afora. Adota o estilo Hi-lo mixando peças caras as baratas.
Quando perguntam qual o segredo de tanta vitalidade, ela responde: - "Não ter medo da velhice.


















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Cristobal Balenciada nasceu em 1895 em Guetaria, vilarejos de pescadores localizado na Espanha. Desde muito cedo descobriu sua vocação para a costura. Sua mãe que era costureira o incentivara muito. O pai segundo Queiroz (1998, p.27) havia saído para o mar e nunca mais voltara. Balenciaga veio de um lar humilde. Conheceu a marquesa de Casa Torres que o ajudou nos primeiros momentos de sua carreira. Com apenas doze anos aproximou-se da marquesa e perguntou-lhe se poderia copiar seu modelo Decroll (Maison muito prestigiada na Belle Époque), a nobre senhora ficou tão admirada que não só deixou que copiasse a roupa como também lhe comprou os tecidos. O resultado foi excepcional e a partir daí a marquesa passou a patrociná-lo.  Aos treze anos o garoto já era aprendiz de alfaiate. Ainda muito jovem foi para a cidade de San Sebastián e depois para a Capital de Madri. Em 1913 já estava trabalhando como alfaiate na casa Louvre. Em 1919 abriu sua Maison na cidade de San Sebástian (reduto aristocratico). Nesse período viajava muito para Paris em busca de novidades, sabia que a moda francesa tinha tudo àquilo que sua clientela queria. Entre os trabalhos que mais admirava estava o de Chanel, Vionnet e Louse Boulanger.
Balenciaga ficou conhecido por toda a Espanha e em curto tempo já vestia a família real e aristocrata daquele país. Logo depois inaugurou outras casas em Madri e Barcelona. Em 1936 ocorreu a Guerra Civil Espanhola. Como muitos outros conterrâneos o estilista teve que fechar as três lojas e migrar para Londres e no ano seguinte foi para Paris. Nessa época os estilista mais destacados eram: o irlandês Molyneaux, o norte americano Mainbocher, o suíço Piguet e a italiana Schiaparelli. Em 1937 juntou-se com os sócios Vladzio Zawrorowski d´Attainville e Nicolas Bizcarrondo.
 A primeira coleção foi sucesso absoluto. As roupas de Balenciaga continha cortes perfeitos, os tecidos eram pesados. As criações apresentavam certa dramaticidade. Sua inspiração contava com elementos extraídos das cores e ícones de sua terra natal, como: as dançarinas de flamenco, a cor vermelho intenso que faziam alusão a bandeira dos toureiros e azul turquesa para os vestidos de noite. Gostava das cores terrosas, mas a cor preferida era o preto profundo. Usava passamanarias, rendas e bordados tudo muito requintado e de extremo bom gosto. Balenciaga era um homem muito religioso se ausentava pelo menos uma hora por dia para praticar suas rezas.
      
Sua arte ficou conhecida no cinema, vestiu a atriz Hélène Perdriére no filme Trois de Saint-Cyr, Arletty, no filme Bolero, criou o guarda roupa de Ingrid Bergman no filme Anastácia.
Com a Segunda Guerra Mundial sua clientela foi reduzida, apenas as  preferências tinham acesso às suas pequenas coleções. Participou do evento chamado Théâtre de La Mode, que apresentavam bonecas vestidas com criações de grandes costureiros da época. Em 1946 criou a linha barril e a linha com boleros bordados lembrando os acessórios dos toureiros espanhóis. Lançou seu primeiro perfume Le Dix.
Mesmo com a chegada do New Look de Dior, Balenciaga permaneceu alheio as novas tendências e não abandonou seu estilo.  Em 1950 apresentou blusas sem gola e os famosos vestidos ballonnées. Ainda neste ano recebeu Courréges como aprendiz em sua Maison que tornara seu principal assistente. Em 1951 mostrou para o mundo sua linha fluída, com golas mais distantes do pescoço, costas volumosas. Embora Balenciaga competisse com Chanel em seus tailleurs de cortes perfeitos, a famosa estilista o admirava, cera vez disse:
“Só Balenciaga é um verdadeiro costureiro, no verdadeiro sentido da palavra. Ele sozinho é capaz de cortar o tecido, juntar as partes e costurá-las à mão. Os outros são simplesmente estilistas”
(QUEIROZ, 1998, P. 30).

Em 1955 criou o vestido túnica, o vestido saco e lançou o perfume quadrille. Ainda neste ano passou a exibir sua coleção um mês após os outros estilistas. Ninguém mais poderia fotografar suas roupas a não ser a revista Vogue (depois de uma pré-seleção feita pelo próprio costureiro). Em 1957 criou o vestido camisa, logo se tornou sucessoabsoluto. Em 1958 laçou os vestidos baby doll e o vestido calda de pavão. Nessa época contratou o jovem estilista Emanuel Ungaro.
A década de 60 trouxe mudanças radicais para a moda e o comportamento. Balenciaga pela primeira sentia que suas coleções já não tinham a mesma força de antes. Mesmo ainda no topo da moda, preferiu se afastar e aposentou-se aos setenta sete anos. Em 1968 apresentou sua última coleção com túnicas trope lóeil. O próprio Balenciaga achava impossível trabalhar com a linha pretàporter, defendia o  acabamento perfeito de suas roupas e a qualidade dos tecidos. O grande mestre e arquiteto das roupas era um homem discreto, não gostava de aparecer na mídia e nem dar entrevista. Amou profundamente seu trabalho como ninguém. Em 1972 deu sua primeira e única entrevista a Prudence Glynn, editora de moda do jornal norte americano The Times e comentou:

“A vida que suportava a alta-costura não existe mais. A verdadeira alta costura é um luxo que não cabe mais no mundo” (QUEIROZ, 1998, P. 32)

Em 1971 Balenciaga comparece ao velório de Chanel e é a última vez que aparece em público. Faleceu na Espanha em 24 de março de 2001 a marca foi comprada pela Gucci e quem está à frente como estilista desde 1997 é o francês Nicolas Ghesquiére.


www.fashionbubles.com
www.Modabrasiltour.blogspot.com
www.thesatisfashion.blogspot.com






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CINEMA & MODA


A moda é um tema que está cada vez mais em evidencia. Basta observar a quantidades de filmes, novelas, documentários, programas de televisão, blogs, sites de moda etc., que são colocados no ar “sugerindo” a roupa certa para usar, as grifes, a vida das modelos e estilistas que se tornaram celebridades, as tendências de moda etc.
O mercado cinematográfico há muito se apropriou da moda e através do figurino cria tendências de moda. Durante a história do cinema foram criados figurinos maravilhosos, como exemplo, o de Hubert de Givenchy, no clássico “Bonequinha de Luxo, onde a atriz Audrey Hepburn (e seu tubinho preto) tornou-se um dos maiores ícones da moda.
 A sétima arte e a moda há tempos andam de mãos dadas. O figurino é um dos itens mais importantes no roteiro de um filme, através da roupa, que o personagem mostra sua condição social, a época em que está vivendo e suas características pessoais. Quem não se lembra do vestido branco de Marilyn Monroe usou no filme “O pecado Mora ao Lado”, muitos nem se quer lembram-se do nome do filme, mas com certeza não se esqueceram da famosa cena do vestido esvoaçante da atriz, um dos mais cobiçados por mulheres de várias gerações.
O fascínio da sétima arte deve ser observado por todos aqueles que direta ou indiretamente cogitam a moda no seu cotidiano. O figurino apresentado no cinema está ligado com o designer e a comunicação visual. As pessoas vêm o filme e consciente ou inconscientemente copiam os modelos dos personagens e adaptam para a realidade delas.  
Pensando nisso, a Maria Maria selecionou alguns filmes que falam da moda para você cliente e seguidor do blog. Confira algumas cenas abaixo.
Começamos com o filme “O diabo veste Prada” inspirado no livro de Lauren Weisberger, onde a jornalista narra o período em que trabalhou como assistente da lendária Diretora de Redação da Revista Vogue Americana, Anna Wintour.  O figurino é assinado por Patricia Field, uma das figuras mais importantes e revolucionárias, em moda e design atual. Projetou o elegante figurino de Miranda Priestley (Meryl Streep) e elenco.







FICHA TÉCNICA
Filme: O Diabo Veste Prada
Direção: David Frankel
Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Bluent
110 Minutos
Data: 2006
Estados Unidos
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O filme Sex And the City, é uma comédia romântica, que segundo a mídia especialista, teve uma das estréias mais lucrativas do cinema. Causou agitação entre críticos do mundo todo, mas, no entanto o público parece ter ignorado os comentários e o filme tornou-se sucesso de bilheteria.  
O filme é baseado no livro de Candace Bushnell que se tornou uma das séries mais vista pelos americanos. Foi transmitida pela HBO no período de 1988 a 204. O longa-metragem fala da relação intima de quatro amigas. Carrie (Sarah Jéssica Parker) é a mais destacada, seu figurino é o mais fashion de todos, com produções de grifes famosas. No segundo filme, uma das cenas que mais chamou a atenção do público fashion, foi o vestido de noiva que Sarah Jéssica Parker, exibe em um ensaio para Vogue.

FICHA TÉCNICA
Filme - Sex and the City (O Sexo e a Cidade)
Direção – Michael Patrick King
Duração: 148 min.
Elenco -  Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon.

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Ficha Técnica
Coco antes de Chanel, baseado na história da lendária estilista francesa Coco Chanel que revolucionou o mundo da moda e tornou-se um dos maiores símbolos  da moda,  de todos os tempos.
Título em português – Coco Antes de Chanel
Titulo Original – Coco Avant Chanel
Gênero – Drama
Duração – 110 min.
Ano de lançamento – 2009
Direção: Anne Fontaine
 Elenco -  Audrey Tautou, Alessandro Nivola, Marie Gillain, Emmanuelle Devos, Benoît Poelvoorde

FLOR DO DESERTO

O filme é inspirado no Best seller “Desert Flower” autobiografia da modelo somali Waris Dirie, que aos 05 anos foi circuncidada e aos treze anos foi vendida para se tornar esposa.   Corajosa, fugiu da vida oprimida que levava, viajando pelo deserto durante vários dias em direção a Mogadishu, Capital da Somália. Não sabia ler e nem escrever e durante toda a sua adolescência continuou analfabeta.
Foi descoberta pelo fotografo Terry Donaldson, quando trabalhava em um restaurante fast food. O fotógrafo admirado com sua beleza a levou para os Estados Unidos, onde se tornou uma das top moldel mais disputadas nos anos 80.  
Waris Dirie, trabalhou com grifes famosas como Yves Saint-Laurent e foi capa de revistas importantes como, Vogue e Harper’s Bazaar.
Além de moda, o filme chama a atenção para o combate à mutilação genial feitas em meninas Somalis e de outros países. Waris, além de modelo, tornou-se embaixadora da ONU.


Diretor: Sherry Horman
Elenco: Liya Kebede, Sally Hawkins, Craig Parkinson, Meera Syal, Anthony Mackie, Juliet Stevenson, Timothy Spall, Soraya Omar-Scego, Teresa Churcher, Eckart Friz, Anna Hilgedieck, Matt Kaufman
Fotografia: Ken Kelsch
Duração: 124 min.
Ano: 2009
Gênero: Drama
Cor: Colorido





FILME: PRÊT-À-PORTER

O filme prêt-à-porter é uma comédia sátira de humor negro. Mostra cenas reais dos desfiles de coleções de moda em Paris e pessoas notáveis do mundo da moda como modelos, cantores e estilistas, entre eles, Thierry Mugler, Bjork, Harry Bela Fonte, Cher, Naomi Campbell e Claudia Schiffer.
Para aqueles que não suportam críticas feitas ao mundo fashion, não é aconselhável assistir, isso porque na visão do diretor, Robert Altman, a moda não é só encantamento, mas sim é um universo repleto de sentimentos negativos como hedonismo, egocentrismo e futilidade. Em uma das cenas, há um desfile de modelos nuas na passarela, que segundo Altmam revela o vazio da moda.
A critica feita por Altman causou certo Incômodo, entre celebridades fashion, o estilista Karl Lagerfeld, contestou tal pensamento, por ter se sentido ridicularizado na profissão e por isso processou o diretor pela cena onde é chamado de copiador.
Apesar de polemico, (o que é muito bom na opinião de muitos) o filme é avaliado como genial e foi muito premiado. Basta dizer que o elenco conta com a presença de Marcelo Mastroiani e Sophia Loren e como trilha sonora a música “La Vie Em Rose”. Vale muito assistir, confira as cenas abaixo.





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MUSEU GUCCI

A marca italiana Gucci completou 90 anos. A Cidade de Florença na Itália foi quem ganhou o presente, aliás, o mundo, isso porque a grife inaugurou o Gucci Museo. O museu conta a trajetória da marca desde em que o fundador Guccio Gucci, fora garçom no hotel Saroy em Londres, e se encantou com as bolsas e bagagens luxuosas dos hóspedes que futuramente serviu de inspirações para suas criações. A empresa existe desde 1921 e na lista de celebridades consumidoras Gucci, estão nomes como, Jackie Onassis e Sofia Loren.



celebridades consumidoras Gucci, estão nomes como, Jackie Onassis e Sofia Loren.
O Museu foi instalado no magnífico e histórico Edifício Palazzo della Mercanzia na Piazza Signária. A exposição é diária e conta com um extenso arquivo da marca que foi preservado ao longo dos anos. A loja ícone dentro do museu produz peças exclusivas, a fim de atender aos turistas e visitantes. Para os amantes de moda, fotografia e arquitetura, o ambiente oferece no primeiro andar uma livraria completa. Também há o requintado Gucci Caffè e um Gilt Shop.


Foram construídas salas temáticas inspiradas em ícones e símbolos da marca. O tema “Travel” no primeiro andar contém baús, malas, acessórios e artigos criados especialmente para o Jet-set internacional. No segundo andar o tema “Logomania” recria a evolução do monograma GG ao longo dos anos. E finalmente o tema “Lifestyle e Spot” concluem a jornada.

FONTES
http://www.gucci.com.br/
http://www.aeiou.expresso.pt.com/
http://www.estilouol.com.br/
http://www.abril.com.br/
http://www.textilia.com.br/

VEJA OS VIDEOS DA GUCCI COM SUAS PRODUÇÕES DE BOLSAS.


Museu e Loja: diariamente das 10h às 20h
Café e Livraria: diariamente das 10h às 23h
Localização: Palazzo della Mercanzia, na Piazza Signoria - Florença
Entrada: 6 Euros (50% doado para a fundação City of Florence)





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MISSONI - RESULTADO DE UMA PAIXÃO

A Missoni é uma das marcas mais conhecida no mundo todo. Impressiona pela beleza dos tricôs de luxo e também por ter conseguido conservar a padronagem das estampas a tanto tempo no mercado. Com o famoso zigue zague colorido, a marca Missoni está presente em diversos seguimentos como moda, decoração, hotelaria etc.
Segundo a Diretora da Grife, Rosita Missoni, tudo começou com uma grande paixão entre ela e o marido, em 1948, em Londres. Muito jovem Rosita estava em Londres estudando inglês, quando conheceu o campeão de atletismo, Ottavio.  Foi amor a primeira vista, e em 1953, optaram pelo patrimônio. Ottavio, naquela época começara um negócio paralelo a sua função de atleta. Havia adquirido quatro máquinas de knitwear, cuja intenção era a de criar uniformes, já Rosita, era neta de empresários do ramo têxtil.
O casal iniciou a marca, no sótão do prédio onde morava. Começaram apenas com duas máquinas e muita força de vontade. No período de 1954 a 58, o casal teve três filhos, que tradicionalmente seguiram a profissão dos pais. Aliás, a Missoni é uma das últimas maiosons que mantive o negócio familiar.  

Nos anos 60 a marca entrou para a lista das mais famosas do planeta, isso ocorreu graças ao movimento prêt-à-porter e o comentado desfile da Missoni, no Palazzo Pitti, em Florença. Na ocasião, a estilista Rosita, num ato de ousadia dispensou o uso de lingeries, por estas não combinarem com as cores das roupas, só que as luzes das passarelas, davam a impressão de que as modelos estavam nuas. Esse fato tirou a marca dos desfiles da próxima estação, no entanto, a imprensa teve o que falar e a marca tornou-se uma das mais badalas da época.  

Rosita se mostra apaixonada pela família, o segredo para tanto sucesso, vem daí. Segundo a estilista, toda a inspiração para a criação da marca, vem do “lifestyle” da família. Unidos, todos participam dos negócios da família. Nos desfiles da marca, toda a estirpe Missoni está presente, desde os mais velhos aos mais novos, e todos vestidos com peças da grife.
FONTES:
Edição Elle 274
Georgina O’Hara Callan – Enciclopédia da moda. Companhia das letras.





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GUSTAVO LINS – ÚNICO BRASILEIRO NA SEMANA DE HAUTE COUTURE DE PARIS.
O brasileiro Augusto Lins, tornou-se o único latino americano a participar da Haute Couture de Paris. Aqui no Brasil seu nome é pouco conhecido. Mineiro, formou-se em arquitetura no Brasil e no curso de doutorado em Barcelona, descobriu que tinha vocação para a moda e a partir daí não teve dúvidas de que a costura de alto padrão faria parte de sua carreira profissional.
Receber a chancela do Chambre de La Haute Couture de Paris não é para qualquer um, as exigências do sindicado são extremas, entre algumas regras, o estilista precisa ter um ateliê montado em Paris, criar roupas sob medidas, apresentar a cada estação uma coleção de no mínimo 35 looks. Além do mais a marca passa por intransigentes testes de aprovação, que conta com roupas de alta qualidade finalizadas a mão. Gustavo Lins conseguiu entrar para a lista dos melhores do mundo. Ele não é o primeiro, na década de 90 o brasileiro Ocimar Versolato também ganhou a chancela.



Gustavo Lins radicou-se em Paris a mais de duas décadas, e lá trabalhou com os maiores nomes da moda internacional, entre eles, Luis Vuitton, Jean Paul Gautier, Kenzo e o genial John Galliano. Com o estilista da Dior, aprendeu a desenvolver criações luxuosas.
Em uma entrevista a revista Caras, Gustavo Lins diz que quando criança, a mãe, mantinha a tradição de muitas famílias mineiras, a de contratar roupas sob medidas para todos os membros da casa. E as idas em costureiras e alfaiates, colocou-o em contato com o fantástico mundo da costura. Em um segundo momento, já adulto, gastou parte de seu salário de arquiteto, em roupas de marcas, mas sentiu que as peças não tinham um bom caimento como gostaria. Tentou os serviços de um alfaiate, mas a insatisfação permaneceu. A partir daí o interesse pela costura sob medida aumentou e resolveu que mudaria de carreira. Em 2003 inaugurou a marca que leva o seu nome e é vendida em vários países do mundo entre eles, Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, África do Sul, Austrália entre outros.
Como ele próprio diz, suas criações é um mix de quimonos e alfaiataria européia. Costuma valorizar as costas da roupa, que segundo ele, “quando encontramos alguém na rua e nos viramos, o que fica na memória são as nossas costas e não à frente”. Outra característica importante em suas criações são os elementos da cultura brasileira, o artesanato e a reciclagem. Em uma de suas coleções inspirou-se em Maria Bonita e Lampião. Também transformou a popular sandália baiana, artigo barato, em acessório exclusivo e luxuoso.



O estilista diz que construiu sua entidade em Paris, por isso ainda é pouco conhecido no Brasil, mas futuramente pretende desenvolver projetos e repartir experiências com a moda daqui. Alias já começou a mostrar seu trabalho para o Brasil. Nos dias 20 e 21 de julho, participou da Premiér Brasil, maior feira mundial de matérias primas para a Indústria confeccionista de moda. Assinou os looks que foi usado pelas hostesses da edição Regional do Salão Premiére Vision. Para nós brasileiros o nome Gustavo Lins é motivo de muito orgulho.
 FONTES

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Lucien Freud, era um dos nomes mais expressivos da arte contemporânea.  Nasceu no dia 08 de dezembro de 1922, em Berlim. Filho de pais judeus, Ernst Freud e Lucie Brosch. Em 1933, teve que sair de Berlim com a família, por conta do Regime Nazista e refugiar-se no Reino Unido. Em 1939, ganhou cidadania Britânica e morou o resto da vida, no país. Carregava um sobrenome de peso, era neto do pai da psicanálise, Sigmund Freud.  Em 2008, sua obra, passou a fazer parte dos leilões milionários. Uma delas, a “Benefts Supervisor Sleeping” foi arrematada por alguns milhões. A partir daí, tornou-se o pintor vivo mais cotado do mundo.



Estudou na Escola Dartington Hall, em Totnes, Devan e Bryanston School. As primeiras pinturas de Lucien eram associadas ao surrealismo. Após o ano 1950, passou a retratar corpos nus, antes com uma magreza quase bizarra, e posteriormente corpos gordos. Como ele próprio dizia, eram seres carnais com pelancas, gorduras e rugas expostas. A maioria absorta em pensamentos e memórias. Essa incorporação do realismo tinha tanta expressividade, que alguns críticos viam as cenas como brutais, chocantes, cruas e até cruéis.  Lucien Freude dizia que através da pintura, tentou entender a disparidade do ser humano, com seus desarranjos comportamentais. Os nus eram sua marca registrada, a figura de um cachorro também estava sempre presente. Gostava pintar cenas de amigos, parentes e filhos. Sua musa inspiradora era Sue Tilly, obesa, com mais de cem quilos. 



Entre as personalidades famosas que pintou estavam: Frank Auerbach, Francis Bacon e a Rainha Elizabeth II. Quanto à rainha, muitas torceram o nariz por achar que a pintura continha um extremo realismo, chegando a ser “feia”. Também pintou Bella Freud, que é uma de suas filhas e faz parte do mundo da moda como estilista.
Na moda, Lucien Freud, foi inspiração para o também genial estilista Alexandre MCqeen.  Em 2002, pintou Kate Moss, deixando de lado a beleza estonteante vendida na mídia. Lucien mostrou uma Kate real, sem disfarces. Também pintou Jerry Hall em sua gravidez.




Lucien morreu aos 88 anos, por morte súbita, no dia 21 de julho de 2011, deixando o legado de ser um dos maiores (ou maior) pintor figurativo do século XX.
FONTES

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TENDÊNCIA DE MODA: CABELOS BLACK POWER






Para quem tem o cabelo crespo e está cansado de alisamento, chapinhas etc., o cabelo Black Power dos anos 70, está em alta. A história do Black Power surgiu na década de 60 e 70 com o movimento negro. Nomes como Martin Luther King, Angela Davis, Bobyy Sele, se tornaram figuras importantes na questão.  O termo foi criado pelo ativista do movimento negro dos Estados Unidos, Stokely Carmichael, cujo significado é poder negro. O cabelo natural foi a primeira manifestação de rebeldia contra a imposição da beleza branca, ou seja, escovas, alisamentos etc. Era a valorização da consciência e beleza negra.  A partir de então se espalhou entre as comunidades negras do mundo todo, e a moda se apropriou do estilo. Depois disso o Black Power virou febre e os brancos de cabelos lisos faziam de tudo para embarcar na produção.




No Brasil os primeiros a deixar a ideologia de lado e espalhar a moda por aqui, foram os artistas Toni Tornado e Tim Maia. E agora retorna com tudo. Para as pessoas que possuiem cabelos crespos ou afros, o Black Power oferece praticidade, liberdade e modernidade, vale investir.  Observando que há uma diferença entre o Black dos anos 70 e o atual. No seventies (70) o cabelo era bem definido e arredondado, a moda agora é deixar o cabelo crescer naturalmente sem ter o corte muito preciso e definido.
Lembre-se o cabelo crespo possui fios delicados, por conta disso é interessante lavá-los apenas duas vezes na semana, faça hidratação e não despreze um bom leave-in (sem enxágüe). Para quem quer deixar a química de lado e usar aquela boa receitinha caseira, veja a dica abaixo.
INGREDIENTES:
½ Abacate maduro
01 gema de ovo
02 colheres de sopa de mel
01 copo 250 ml de iogurte natural
MODO DE FAZER
Amasse o abacate com um garfo.  Bata o restante dos ingredientes no liquidificador e misture com o abacate.
COMO APLICAR
Lave bem os cabelos com shampoo de sua preferência
Divida o cabelo em mechas e aplique somente no comprimento e nas pontas. Coloque uma toca térmica ou papel alumínio e deixe por 40 minutos. Enxágüe bem com água fria e deixe secar naturalmente.
FONTES:
www.lecoil.tumblr.com








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A MODA PERDE COM A MORTE DE AMY WINEHOUSE




É lamentável que uma das estrelas mais brilhantes dos últimos tempos, tenha partido de forma tão precoce. Infelizmente o caminho triste da história sempre é tão exaltado, que deixamos de lado o que realmente precisa ser visto em Amy Winehouse, seu talento único.  Depois que surgiu o “back to Black”, o soul music, revigorou de forma que há tempos não se via, por conta disso a cantora foi associada a nomes consagrados como, Aretha Franklin, Bille Holiday, Otis Redding e tantos outros astros do gênero.  Muitos outros artistas voltaram à atenção para o estilo, entre eles o compositor, produtor e arranjador Raphael Saadiq com o disco “The Way I See It”. Outras cantoras brancas com o ritmo e a voz de cantoras soul negras tornaram sensação como Joss Stone, Duffy e Adele, mas nada comparável a autenticidade de Amy Winehouse.




Amy Winehouse ganhou cinco Grammys, (considerado Oscar da Música). Suas composições conquistaram a simpatia de todo o planeta, até dos mais radicais, que se opunham ao seu comportamento irreverente. Atemporal, agradava a todas as idades, novos ou velhos. A sua voz trazia uma nostalgia gostosa para quem viveu as décadas de 50, 60,70 e 80. Isso porque relembrava a juventude acompanhada dos grandes festivais de jazz, soul e rock, do comportamento e dos movimentos de cunho social vividos nessas épocas, mas também era super atual. Amy Winehouse reconquistou a emoção (coisa rara entre outros artistas) traduzida através de suas músicas, cantava fazendo sarcasmo das suas angústias e de seu amor perdido.  Em “You Knowl”m no good”, a cantora fala de temas característicos do blues.


Na moda, Amy tornou-se referência e invadiu o closet da juventude do mundo todo. Atraiu o olhar e a admiração de um dos maiores nomes da moda contemporânea, Karl Lagerfeld, que a intitulou de ícone fashion. Em 2008 inspirou sua coleção para o Pre Fall da Chanel no estilo retro da cantora com seu look de cintura marcada, olhos assinalados com rimel, sapatilha, e cabelo estilo Chucrute de Brigitte Bardot, o corpo tatuado fazia alusão ao movimento punk. Ainda em 2008, a revista Vogue francesa, através da câmera de Peter Lindbergh, protagonizou um editorial com a brasileira Isabeli Fontana. Marcas importantes como Guess e Fred Perry, também se inspiraram na artista, inclusive a Fred Perry criou duas coleções inspiradas no closet de Amy Winehouse. Roberto Cavalli também se tornou admirador de Amy.
Amy Winehouse tornou-se um dos ícones mais importante nesse século. Não só o mundo da música perde com sua morte, mas a moda também.
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CLODOVIL HERNANDES




Clodovil Hernandez, fez parte da primeira geração de estilistas brasileiros. Nasceu em 17 de junho de 1937, cidade de Elisário, interior de São Paulo.  Não conheceu os pais biológicos, fora adotado por um casal de imigrantes espanhóis. Mudou-se para a Capital de São Paulo em 1956. Teve uma boa educação em colégio interno de padres católicos. Falava francês fluentemente e castelhano. Nos anos 60 tornou-se um dos maiores costureiros do país, na época, seu rival era Dener Pamplona. Iniciou sua carreira ainda muito jovem ao fazer alguns croquis e vender em lojas do centro de São Paulo.
Ganhou um dos prêmios mais cobiçados da alta-costura, a agulha de ouro. Foi um dos responsáveis por criar a entidade da moda brasileira, seus vestidos sofriam influências da técnica da alta-costura francesa, porém havia sempre uma pitada de elementos da cultura brasileira. Em sua lista de clientes, incluía nomes importantes como Cacilda Becker, Elis Regina e as famílias Diniz e Matarazzo. Seu estilo era requintado, porém com maior ousadia nas cores e nos cortes.



Nos anos 80 entrou para a televisão e ficou por mais de quarenta anos. Iniciou no programa Tv mulher,  da rede Globo. Passou por quase todas as emissoras de TV, entre elas, Clodovil abre o jogo, Rede Manchete, Clô para os íntimos, Rede Manchete, Clodovil Soft, Rede Bandeirantes, Clodovil em Noite de Gala, CNT, a Casa é Sua Rede, Tv entre outras. Fez participações em novelas como Sabor de Mel e no filme, Infidelidade ao alcance de todos.
Polêmico, criticava a moda atual no Brasil. Em 2003, foi ao São Paulo Fashion Week a convite do estilista Herchcovitch. Aprovou a apresentação e no final presenteou Herchcovitch com um buque de rosas.  

  
Em 2006 entrou para a política e foi o terceiro deputado federal mais votado no país pelo partido Trabalhista Cristão (PTC). Surpreendeu o público,  ao mostrar-se contra o movimento e o casamento gay. Durante o período que esteve na política, marcou sua carreira com declarações polêmicas.
Clodoviu viveu até aos setenta e um anos. Faleceu em Brasília, por conta de uma AVC.
FONTES:
ENCICLOPÉDIA DA MODA - Georgina O'hara Callan, Companhia das Letras.







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DENER PAMPLONA - PAI DA MODA BRASILEIRA



Dener Pamplona tornou-se o nome mais importante da moda brasileira. O escritor Carlos Dória, aponta-o como o estilista que deu início ao fashion brasileiro. Nasceu em 1937, na cidade do Pará, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, e lá com apenas treze anos começou a trabalhar em uma das casas de moda mais famosa do Brasil, a Casa Canadá.



Em 1952, foi estagiário de Ruth Silveira, dona de um dos maiores ateliers do país. Em 1954, mudou-se para São Paulo e trabalhou na boutique Scarlett.
Em 1959, abriu seu primeiro atelier em São Paulo. Durante sua carreira, atendeu nomes como, Sara Kubischeck e Maria Tereza Goulard. Tornou-se uma das figuras mais populares da época. Cabelos longos, roupas luxuosas e extravagantes, marcavam o estilo do costureiro. Gostava de aparecer para os fotógrafos, com figurinos caros, feitos de bordados com fio de ouro e pedrarias. No colo levava sempre um gato siamês. Em Bordados da Fama, Carlos Dória, descreve a figura de Denner Pamplona “de casaco roxo, calça preta e jabot branco, maquiado e penteado à perfeição, Dener tem na mão esquerda o copo de uísque e, na direita, a piteira de marfim com o cigarro sempre aceso...”
Dener Pamplona possuía gostos refinados, seu estilista preferido era Balenciaga, apreciava o estilo clássico, embora seus vestidos de noite e de noivas, eram criados com uma pitada de exagero. Dizia ser a Chanel brasileira, no entanto foi tão importante para a moda brasileira, quanto Christian Dior para a moda francesa.
Segundo a jornalista Deise Sabag, que também é escritora, Dener, após a morte de Christian Dior, foi convidado para fazer parte da criação da grife, e por motivos desconhecidos, o estilista brasileiro não aceitou o convite. Muito premiado, concorreu com o próprio Christian Dior. Ganhou o prêmio de agulha de ouro e platina, no festival de moda, patrocinado pelos Tecidos Matarazzo Boussac.
A Europa conheceu a moda brasileira, através de Dener, no desfile do lançamento da coleção Brazilian Look, evento patrocinado pela Rhodia Tecidos, Revista Manchete e o Instituto Brasileiro de Café. Lá ele apresentou mais de 100 modelos.
Visionário, foi o primeiro estilista a usar a mídia a seu favor, transformando-se em uma espécie de celebridade fashion. Também foi o primeiro a criar uma grife brasileira e licenciar o nome para vinte duas categorias. Depois da separação da segunda mulher, fechou seu atelier e foi ser jurado em um dos programas campeão de audiência, o de Lúcio Flávio, a partir daí sua popularidade subiu ao máximo. 
Dener foi excêntrico, arrogante e amado ao mesmo tempo, sobre tais características dizia “Quero que o público continue a me encarar como o mais chato, o mais esnobe, o mais culto, o mais industrial, mais respeitado, o mais besta, pois na verdade, sou tudo isso”.
Sofreu discriminação na época da ditadura, diziam que era muito afeminado. Casou-se duas vezes, a primeira mulher foi sua manequim, Maria Splendore e com ela teve dois filhos, Frederico Augusto e Maria Leopoldina. A segunda esposa foi a socialite, Vera Helena Pires de Oliveira.
Infelizmente o fracasso chegou para Dener, com a crise da alta costura, afastou-se da moda. Deixou a televisão e passou a ter sérios problemas financeiros. Deprimido deixou se levar pelo alcoolismo. Doente de cirrose hepática morreu em novembro de 1978, aos 41 anos. Dener foi à figura mais importante da moda brasileira.
Sobre sua vida foi publicada:
Em 1972, a autobiografia pela Editora Landes:
Bordados da Fama, Por Carlos Dória, Editora Senac
Uma Nova Biografia por Simone Esmanhotto, Editora Cosac & Naif
A Autobiografia, Dener, o Luxo e o manual Curso Básico de Corte e Costura.
Fontes:
BORDADOS DA FAMA – Uma Biografia de Dener – Editora Senac, São Paulo, 1998.
ENCICLOPÉDIA DAMODA - Georgina O`hara Callan


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Na lista dos maiores personagens da história da moda, está Madame Grès. Seu nome verdadeiro era Germaine Krebs, nasceu em 1903 na França. Grès trazia consigo, um sonho frustrado, o de ser escultura. Começou sua carreira como estilista, elaborando telas e moldes de alta costura, feitos com musselina, o sucesso foi tamanho que deu continuidade as suas criações. Não trabalhou com as pedras e mármores, no entanto aplicava toda a sua vocação nos tecidos, e assim se tornou a “escultora de tecidos”.  Dizia: “Eu queria ser escultora, Pra mim trabalhar com tecidos ou pedras, é a mesma coisa”. De estilo único e elegante, vestia um turbante sempre.







Percussora do minimalismo ganhou fama internacional de classicista, por conta das vestes drapejadas parecidas com as das esculturas gregas. A assimetria, o corte enviesado e a manga morcego, evidenciaram sua obra. Os vestidos de noite, sobrepujavam uma falsa simplicidade, pois na realidade eram frutos de um talento muito complexo e requintado. Drapejados em tecidos nobres como jérsei, seda e chiffon (preferidos da estilista) tinham acabamento sofisticadíssimo a ponto de muitos pesquisadores argumentarem, que jamais existiu alguém com a capacidade de dominar a técnica de drapejados, como Grès. Dona de profundos conhecimentos sobre a forma feminina “esculpia” seus vestidos no próprio corpo da cliente, o resultado era o caimento perfeito, através do acompanhamento do movimento e das curvas do corpo.
Trabalhou para a Premet, famosa casa de moda francesa. Em 1934 inaugurou sua própria Maison, com o nome de Alix Barton que fechou tempos depois e reabriu em 1942, durante a ocupação da França pelo exército nazista de Hitler, com a denominação de Grés. Comenta-se que sua Maison fechou as portas, porque Grès se recusou a produzir roupas para as mulheres dos nazistas alemães e também porque as cartelas de cores dos vestidos expostos na vitrine de sua maison, continham as cores da bandeira francesa.
A estilista permaneceu no mercado da moda, por cinqüenta anos, e durante todo o período, buscou a perfeição, por isso se recusou a trabalhar com o prêt-à-porter. Em 1986, se viu em volta com os problemas financeiros e obrigada a vender a empresa. Aposentou-se e morreu no anonimato.  
Grès eternizou seu estilo com seus vestidos atemporais. Vestiu os maiores ícones do cinema e da moda como, Grace Kelly, Jacqueline Kennedy, Marlene Dietrich, Greta Garbo e outras mais. Também influenciou grandes nomes na moda, entre eles Issey Miyake.
Para homenageá-la, o Museu Bourdelle, em Paris, está apresentando a exposição “Madame Grés: La Couture à L’oeuvre au Musée Bourdelle", com a curadoria de  Olivier   Saillard, Laurent Cotta e Lecallier Sylvie. A Mostra vai até o dia 25 de julho de 2011. São 80 peças pertencentes ao museu Galliera e coleções particulares, entre elas, vestidos, croquis e fotografias de Richard Avedon e o precursor da fotografia de moda Guy Bourdin.
 Informações no site www.museu bourdelle.paris.fr

Fontes:
Enciclopédia da moda.Goeorgina O'hara Callan - Companhia das Letras
http://www.bourdelle.paris.fr/
http://www.estadao.com.br/




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MIUCCIA PRADA

A Prada foi fundada em 1913, em Milão na Itália. O nome inicial era Fratelli Prada, uma manufatura de artigos de couro de alta qualidade. Até a década de 70, ainda era muito notável. Após a morte do fundador, a marca começou a declinar-se no mercado. Seu único filho desistiu de tocar o negócio, e por ironia do destino, já que o Diretor, não aceitava a idéia da empresa ser direcionada por mulheres, no ano de 1978, a neta  Miuccia Prada, assume a direção. Miuccia não percorria caminhos da moda, formada em Ciências Políticas, foi militante do partido comunista Italiano. No entanto Logo na sua estréia, surpreendeu o público, com a utilização do náilon como elemento de luxo. Também introduziu as mochilas feitas de material a prova d’agua, e em pouco tempo o mundo havia aderido o acessório como peça-chave do guarda roupa das mulheres de todo o planeta.






Atualmente, Miuccia Prada é considerada como a “papisa da moda” e segundo o Wall Street Journal, seu nome pertence ao seleto círculo das trinta mulheres mais poderosas da Europa. A marca foi redefinida por ela, o luxo e as formas limpas, são sua grande característica. Miuccia se tornou conhecida por suas elegantes vestes de formas soltas e por modernizar as roupas tradicionais, como por exemplo, as marcas de náilon, adornadas com vison, trench coats e twinsets de faille de seda. Suas roupas embora tenham uma falsa aparência simples, tornaram-se muito influentes, e as peças, são as mais copiadas no mundo inteiro.


 

Além da grife Prada, o grupo ainda detém as marcas, Azzedine Alaia, e Helmet Long,  e Miu Miu 
Em 1988, Miuccia Prada apresentou sua primeira coleção da linha prêt-a-porter. A Miu Miu (apelido que tinha na sua infância) foi lançada em 1992, é a segunda linha da Prada, feita para um público mais jovens e com preços acessíveis. Atualmente a Prada e Miu Miu participam da Semana da Moda em Paris, é são aclamada, por todo o mundo. Foi Inspiração do filme, "O Diabo veste Prada", de Lauren Weisberger. Embora o vaticano negue, comenta-se que até o Papa Bento XVI,  já caiu na tentação de calçar um sapato Prada. 
Miuccia Prada, atualmente é reconhecida como a mulher forte e inteligente que levantou um império em torno da moda.
Fontes: Enciclopédia da Moda – Georgina O’hara Callan. Companhia das letras, 
Imagens: Reprodução 

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MOSTRA EM SÃO PAULO DE LOISE BOURGEOIS
Falar de Louise Joséphine Bourgeois é mencionar uma das mulheres mais importantes na arte, dos últimos cem anos. Francesa, radicada em New York, foi considerada como fundadora da arte confessional. Seu trabalho é repleto de histórias pessoais. Louise trabalhou com pinturas e gravuras, mas se destacou na arte das esculturas. Sua criação foi ilimitada, utilizou de todo o tipo de material como, gesso, bronze, alumínio, aço, látex, tecidos e tudo o que estive ao alcance de sua imaginação. Sua obra era pontuada com abordagens agressivas, como traição, ansiedade, ambição, tristeza, angústia, medo e intenso contento sexual.







Bourgeois nasceu em uma família de restauradores de tapetes. O pai viaja constantemente por conta dos negócios da família. A mãe era quem tomava conta do atelier. Tinha uma irmã mais velha e um irmão mais novo. Por conta do temperamento autoritário do pai, e por ele ter a tutora das crianças, como amante, o relacionamento com Bourgeois, tornou-se conflituoso e isso gerou resquicios emocionais durante toda a sua existência.
A artista dizia que crescera rodeada de rocas, agulhas, novelos e conflitos familiares. Sua mãe era sua grande amiga, por isso foi retratada por uma aranha em uma série intitulada “Maman”, cujo significado seria o carinho e o zelo da mãe pelos filhos. Sobre a mãe a escultora disse “Minha mãe era minha melhor amiga: sensata, paciente, consoladora, sutil, empenhada, indispensável e, sobretudo uma tecedeira, como uma aranha”.





Quando sua mãe morreu, a artista trocou o curso de matemática em Sobornne, pela arte da pintura. A partir daí estudou em várias escolas da França. Foi aluna do conceituado artista plástico Fernand Léger, ligado ao movimento cubista. Foi ele quem a despertou em Bourgeois, a paixão pelas esculturas.
Em 1938, Bourgeois, conheceu o historiador de arte americano, Robert Gold Water, mudaram-se para New Iork, e embora o período não fosse dos melhores, (estavam no Pós-guerra) foi favorável para a artista, uma vez que os museus de Nova York recebiam as criações dos artistas exilados da Europa. Ali conheceu grandes nomes como, o arquiteto Le Corbusier e os pintores Miro e Yves Tanguy e Duchamps, (exilados voluntários) a afinidade com tais artistas a influenciaram ao movimento surrealista.







Toda a obra de Bourgeois gira em torno de sua infância, suas memórias, e desajustes familiares, como a traição, a ansiedade e ambição, por isso, sua arte está classificada como a que mais se se fundamentou em inspirações psicanalíticas. A iconografia também se faz muito presente, cada objeto trás um significado, uma lembrança de tempos passados. A agulha possui múltiplos sentidos como, a costura ou à união das pessoas. O falo, as mãos, os pés, os membros amputados (ou que nascem da própria escultura) e as aranhas, possuem plena definição para Bougeois.
O trabalho mais conhecido, de Louise Bourgeois, no Brasil, é a famosa Aranha que está exposta no MAM - Museu de Arte de São Paulo, localizado no Parque Ibirapuera.
A Artista morreu recentemente, em 31 de maio de 2010, aos 98 anos, na cidade de New Iork, deixando o legado de mulher e artista mais importante da Arte Contemporânea. Durante décadas, debateu diversos assuntos relacionados à mulher na sociedade. Suas obras fazem parte de acervos, da lista dos maiores e mais importantes museus do mundo, entre eles, O mona de New York, o Centre Georges de Pompidou de Paris e Tate Modern de Londres.
O Brasil será presenteado com uma mostra de Loise Bourgeois, no período de 08 a 28 de agosto de 2011, que acontecerá no Instituto Tomie Ohtake. Intulada de “O Retorno do Desejo Proibido”, conta com 112 obras, das quais estão relacionadas, objetos, desenhos, pinturas, esculturas, instalações, além de textos inéditos. O evento terá ainda a disponibilidade de mais de 1000 páginas, entre cartas e escritos da artista, realizados no período de 2004 a 2010, data em que fez psicanálise. O material revela todo o autobiográfico da artista, partes destas reflexões da escultora estão reunidas no catalogo Lois Bourgeos: O Retorno e o Desejo Proibido, tal publicação será lançada no evento e foi editado em dois volumes, pelo valor de R$ 99,00. Ainda acontece o espetáculo de Denise Stocks, artista brasileira, que estreou o espetáculo em 2000, na cidade de NY e em 2005 esteve no Brasil. A artista retorna, de maneira especial, por conta da mostra e fará duas seções, nos dias 23 e 24 de julho de 2011, às 20h. Ainda terá no dia 08 de julho, a Mesa Redonda, com o curador da Mostra, Philip Larrat-Smith, Eliane Robert Moraes e Cecília Almeida Salles.
A Mostra é imperdível vale muito assisti-lá.
FONTES
www.centrepompidou.fr
INFORMAÇÕES
LOISE BOURGEOIS
No seu imenso currículo, se destacam a sua individual, em 1945, intitulada “Pinturas por Louise Bourgeois”, na Bertha Schaefer Gallery, em Nova York; em 1959, “Escultura por Louise Bourgeois”, no Andrew D. White Art Museum, da Cornell University, Ithaca (NY); “Louise Bourgeois: Retrospectiva”, no The Museum of Modern Art, em 1982-83, em Nova York e a exposição que ela realizou na Tate Modern, Londres, em 2000, na qual mostrou novamente uma aranha gigante de aço e mármore negro que chamou de “Maman”.

ESPETÁCULO DE DENISE STOKLOS
Louise Bourgeois – Faço, Desfaço, e Refaço
Data: 23 e 24 de julho, às 20h
ENTRADA FRANCA - devem ser retirados no Instituto Tomie Ohtake, de 12 a 22 de julho. O lugar estará garantido até 15 minutos antes da apresentação (150 lugares). Informações fone: 11.2245-1900.
Direção, Coreografia, Figurino, Iluminação e Atuação: Denise Stoklos. Texto, cenário e música: Louise Bourgeois. Curadores (New York): Jerry Gorovoy e Paulo Hernkenhoff. Música especial: rap “OTTE” composto e interpretado por Louise Bourgeois com música de Satch Hoyt e Raimuntcho Matta. Iluminação: Marcel Gilber Assistência de di reção (Brasil) e Produção: Patrícia Torres..
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP
 FONE: 11.2245-1900


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A MORTE DE MALCOLM MCLAREN REAVIVA LEMBRANÇAS DE TEMPOS REBELDES E POLITICAMENTE INCORRETOS, TANTO NA MODA QUANTO NA MÚSICA.
“UM HOMEM CARISMÁTICO, especial e muito talentoso”, derreteu-se em entrevista a estilista inglesa Vivienne Westwood ao descrever seu ex-marido, Malcolm McLaren, vencido  na manhã do dia 9 de abril por um tipo raro de câncer, mesotelioma. Por uma dessas absurdas coincidências da vida, mesmo dia do aniversário de Vivienne, junta a dupla causou um verdadeiro tsunami fashion e cultural que fez sombra ao movimento disco nos anos 70, sacudindo a moral e os bons costumes do planeta. Prolífero produtor musical e considerado mentor do punk, McLaren será sempre lembrado por ter apresentado ao mundo a seminais bandas The New York Dolls e Sex Pistols, mas o estopim por ele acendido vai muito além dos três acordes da guitarra de Sid Vicious.
Londres, 1971. McLaren e sua namorada, a estilista Vivianne Westwood, decidem abrir no número 430 da Kings Road, uma lojinha com o sugestivo nome de Let it Rock.
Ali vendiam roupas de inspiração eduardiana, desenhada por Vivienne e preferidas dos Teddy boys, grupo mezzo rockbilly mezzo dândi que, mais tarde, viria a ser rival – ironia! – dos punks. As tedd girls iam lá atrás das justíssimas e longas saias hobble, dos blazers masculinizados, chapéus e ballerinas. Não demorou para que o encrenqueiro McLaren se desentendesse com os teddys, levando a loja para o brejo, já que eram eles a principal clientela. No ano seguinte, depois de ter conhecido os New York Dolls durante uma viagem aos Estados Unidos, reabriu a loja com nome de Too Fast To Live, Too Young To Die, mais roqueira, de onde saíam os ousados figurinos da banda americana. McLaren ficou em Nova York agenciando o grupo durante três anos, até voltar de vez para Londres e transformar de novo a butique.
SEX. O terceiro nome da loja de Vivienne e McLaren fala por si. A estética em que o casal aposta agora tem um clima sadomasô e brinca com simbologia bondage. São icônicas as  t-shirts com imagens alusivas  a Piter Cook, estuprador que aterrorizou Cambridge, ou com estampa em trompe l’oeil de seios nus. Ali na SEX trabalhavam Glem Matllock e Sid Vicious, dois desajustados aspirantes a rock stars à procura de um vocalista para sua banda. McLaren decide dar uma força e os apresenta a Johnny Rotten - nome de guerra de John Lydon. Era 1976 e uma revolução estava para acontecer. Nasciam os Sex Pistols. Com figurino by Westwood, lançaram as bases do Punk, mas duraram pouco, corroídos por brigas internas e acusações mútuas entre integrantes e manager- sempre ele McLaren.Ainda assim, fizeram história.
Inquieto, ele não se acomodou com o que já havia conquistado. Decidiu sair dos bastidores e pôs – se a cantar – foi um dos pioneiros do hip-hop-, construindo uma respeitável  e fecunda carreira solo, enquanto Westwood, de quem se divorciou em meados dos anos 80, construía uma das mais autorais carreira da moda atual. Nenhum dos dois abandonou as raízes transgressoras, sorte a nossa. Honrando a linhagem, o único filho do casal, Joe Ferdinand, fundou a grife de lingerie Agent Provocateur, que tem Kate Moss como musa. Vida longa ao clã! SYLVAIN JUSTUM      
(Vogue Brasil nº 381, pg.146 ed. de aniversário maio,2010)


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CHRISTIAN LACROIX




Christian Marie Marc Lacroix. Nasceu em 1951, em Arles, Sul da França. Região bela e com grandes acervos culturais. A região foi no passado, um dos principais centros comerciais do Império romano. Entre os monumentos históricos estão, O Palácio do Imperador Constantino, um anfiteatro para aproximadamente 26 mil pessoas, um obelisco e as ruínas de um teatro (QUEIROZ, 1998, p. 47). Foi nesse maravilhoso contexto histórico que Lacroix passou sua infância e juventude. Ali vários pintores tiveram a cidade como inspiração para suas obras, um deles Vicent Van Gogh (Residiu na cidade).
Para Lacroix não seria diferente, o lugar convidativo e propicio para as artes e letra, o levou para o ramo das artes e ainda muito jovem tomou gosto pela literatura e história. Tornou-se um grande apreciador das artes cênicas. Durante sua juventude viajou muito para Londres, Veneza e Barcelona. Estudou artes na faculdade de Montpellier. Em 1983 ingressou na Sorbonne, ali fez um trabalho sobre o traje francês. Fez opção para curador de museu, para isso fez um curso na área, na escola de Louvre, foi quando conheceu Françoise e com ela se casou. A esposa tornou-se grande incentivadora em sua carreira. Ao perceber que o marido ainda hesitava na profissão entrou em contatos com pessoas da área da moda, e através de uma amiga, apresentou Lacroix a Marie Rucki (especialista de Moda) do Studio Berçot, renomada escola de moda em Paris. A partir daí, a carreira de Lacroix estava definida.Havia conhecido grandes nomes da moda, entre eles, Pierre Berge e Karl Lagerfeld (Chanel).
Em 1978 Lacroix foi para a Hérmes, marca francesa reconhecida mundialmente. Logo se tornou assistente do estilista Guy Paulin. 1980 foi colaborador da Corte Imperial do Japão. Em 1981 Lacroix entra para o Maison Patou com o cargo de estilista da marca, cujas criações estavam “ultrapassadas”, muito clássicas para a década, uma vez que os anos 80 foram marcados pelo exagero, tanto nas formas como nas cores. A marca Patou encontrava-se em baixa com seu estilo classicista, cuja clientela já havia envelhecido. O estilo de criação de Lacroix trouxe inovação a grife, promovendo mudanças excepcionais para a marca que voltou a ser destaque mundial.
Lacroix tornou-se conhecido de um dia para o outro, em pouco tempo seu nome passou a fazer parte da lista das midias mais aclamados da moda internacional. Suas coleções apresentavam loock’s joven e alegres, o estilo barroco e o luxo absoluto, seria sua grande característica. Lançou o vestido ballonné (a saia já havia sido lançada nos anos 50 por outro estilista). Essa peça tornou-se febre mundial, marcou a década de 80, e foi aceito de imediato, por todas as camadas sociais do mundo todo.
Foi premiado com o DÉ d”or, pela coleção de haute couture. Este não seria o único, em 1987 recebeu do CFDA, em Nova York, como estilista mais influente do ano.
Em 1987 fundou sua própria Maison, em um palácio do século XVIII, em Saint-Honoré. Lançou a primeira coleção da marca dedicada ao “midi”, termo que designa o alegre Sul da França. Nos sessenta modelos apresentados havia muita cor, modelos com anquinhas e crinolina, cetim e muito brocado. Em um mesmo modelo apareciam vários detalhes como: franjas, pompons, babados, laços, rendas, bordados ou drapejados. Lacroix, tornou-se tão importante para a alta costura, que ajudou a moda francesa a recuperar sua supremacia mundial nos anos 80 (Queiroz,1998, p. 48).
Como todo artista e criador o estilista não conviveu apenas com a aceitação perante os críticos. A França aceitou de imediato o trabalho de Lacroix, no entanto muitos o criticaram, alguns norte americanos disseram que era um retrógrado que fantasia as mulheres de “chaminé vitorianas”, já as feministas o odiaram por ser um “destruidor da mulher moderna”. Mas isso não prejudicou a imagem de Lacroix, pelo contrários a maioria gostava de seu trabalho. O New York Times o saudou como “um futuro para a moda”. Em 1987 desenhou o figurino de Tarnished Angles, de Carol Armitage, pela ópera de Paris. A partir desse período desenhar figurinos para óperas passou a fazer parte de seu trabalho.
Em 1988, veio o segundo Dé d’Or, pela sua segunda coleção, ganhou cobertura e a capa da Revista Times. Neste mesmo ano lançou sua primeira coleção de prêt-à-porter. Desenhou parte da do figurino da ópera Gaité parisiense (alegria parisiense), para o Metropolitan Opera, de Nova York e da ópera Carmen, de Bizet. Em 1989, lançou uma linha de acessórios. Em 1990 lançou o C’est La Vie, seu primeiro perfume.
Os anos 90 chegaram e com ele o minimalismo. O excesso foi embora junto com a década. Lacroix permaneceu entre os maiores estilistas, no entanto, a atenção era dada a outro nome: o italiano Gianni Versace.
Lacroix, sempre declarou amante da alta costura, mas teve que lançar roupas esportivas com preços mais acessíveis. Em 1996 lançou a linha de jeans. Em 1997chega a Boutique Lacroix em São Paulo. Criou a linha de vestidos de noivas “Mariée de Christian Lacroix”. Em 1998 a coleção outono/inverno, foi aplaudida de pé pela platéia. Lacroix voltou a reinar. No entanto com a crise de 2009, veio o burburinho da falência da Marca Lacroix. Dia 08 de fevereiro de 2010, Lilian Pacce dá informações em seu site, que a marca fora vendida para o Sheik Al Hasson Bin Nuami.
Após ter decretado falência e ter vendido a Christian Lacroix, o estilista não pode assinar coleções com o próprio nome. Em 2011, criou a linha outono inverno 2011/2012, para a marca espanhola Desigual e chamou de Monsieur Lacroix. Também firmou parceria com a linha de móveis Sicis. A Coleção de móveis tem o estilo do criador, e como ele mesmo disse, são peças para pessoas que gostam de extravagância, característica da criação de Lacroix. Além dos móveis o estilista também assinou uma coleção de acessórios e bolsas para homens. Ganhou uma biografia diferenciada, escrita por Camilla Morton e ilustrada por ele próprio. O livro está em formato de conto de fadas, intitulado “Christian Lacroix ond the tale of Sleeping Beauty”. A marca Lacroix , em algumas cocasiões parecia estar com seu futuro incerto, mas para a história, seu criador está entre os maiores e o seu trabalho inspirado no barroco continua sendo uma obra de arte para ser vista e contemplada.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
SABINO. Marcos. Dicionário da Moda. Ed. Campus. São Paulo, 2007.
SITES E BLOGS
www.vintagebarcelona.blogspot.com/





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CHARLES FREDERICK WORTH

O Primeiro Estilista da História da Moda


Hoje a história da moda, conta com grandes nomes de personagens, que foram capazes de mudar a cultura e a conduta da sociedade em diversos episódios, basta lembrar a importância de Chanel, de Dior e de tantos outros responsáveis por tais mudanças. No entanto, Charles Frederick Worth, é considerado como o primeiro estilista criador da alta-costura. Talentoso e com características visionárias, foi capaz de vestir a alta sociedade e o chamado demi-monde.
Whorth nasceu em 1825 na Inglaterra. Segundo Sabino (2007, p. 638), sua trajetória profissional iniciou-se como vendedor no ramo de lojas na Swan & Edgar e Seda (Lewis E. Allendy). Filho de advogado (falido) recebeu boas instruções.  Não gostava de ser chamado de costureiro preferia ser o artista dos vestidos ou o criador de toiletes. Em 1845, foi para a França trabalhar em uma loja especializada em produtos de luxo chamada Gagelin.
Whorth foi um “bem nascido”, no entanto o pai faliu em conseqüência dos jogos, por isso o  teve que trabalhar na adolescência. Alguns historiadores comentam sobre as características ambiciosas do estilista, fato que o levou a observar e estar em contato com a alta sociedade parisiense (QUEYROZ, 1998, p. 7). Entre os nomes famosos de sua lista de cliente, está a princesa Meternick.
O estilista casou-se com Marie Vernet, vendedora da loja onde trabalhava. Sua beleza e elegância despertaram no marido a idéia de torná-la a primeira manequim a exibir as roupas no próprio corpo, feito que também marcou a história da moda.
Whorth, como a maioria dos grandes estilistas, teve sua “madrinha”. Eugênia de Montijo, esposa do imperador Napoleão III. Eugenia nutria simpatia pelas suas criações. Muito elegante, era imitada, e com isso o nome do costureiro corria em toda a corte.  Tanto que em apenas dez anos havia tornado-se o maior nome da moda e também ditador no ato de se vestir. A mulher que ambicionasse suas roupas tinha que ir até seu atelier com exceção de Eugênia e sua corte. A fama era tão grande que o criador, se dava o direito de dispensar a cliente, caso entendesse que não à altura de seus vestidos.
O historiador francês Hippolite Taine, descreveu sobre a espera das mulheres no atelier do costureiro e a obediência delas em não questionar lhe sobre os vendidos indicados (2007, p.188).
Em 1864, Whorth, evolui a moda, eliminando o uso da creolina, os vestidos a partir de então passaram a ter apenas uma calda e posteriormente foi acrescentada uma anquinha na parte de trás.  Whorth era especialista em vestidos luxuosos e exclusivos. Criava modelos para bailes e para as mulheres se apresentarem a corte. Sua clientela ampliou-se para outras realezas como, Austrália, Suécia, Itália, Rússia. Também passou a vestir as mulheres de grandes posses dos Estados Unidos. Foi o primeiro a vender modelos e toiles (Moldes de tecidos) para reprodução na América e Inglaterra. Os vestidos túnica e o de corte princesa tiveram enorme aceitação. A anquinha foi considerada uma inovação de grande sucesso. Outras criações foram o manto da corte pendurado nos ombros, os vestidos com dois corpetes, sendo um para o dia e outro para a noite, as mangas e saias contendo passamarias, os babados e bordados.
 Whorth foi o primeiro estilista a apresentar as coleções por estação, outono/inverno e primavera/ verão. Usou a tecnologia da época a seu favor como, a máquina de costura, a renda feita à máquina e os novos corantes. Parte de sua inspiração vinha das obras de Van Eyck, Gainsborough e Diogo Velásquez.
            O fracasso chegou para Whorth. Dos seus inúmeros seguidores muitos se tornaram seus concorrentes, como a Maison Paquin e Doucet. Com o surgimento desses novos profissionais da moda, com o fim da corte (a imperatriz Eugênia deixara de ser o modelo a ser copiada), com a crise e a guerra Franco Prussiano (1870/1871) ocorreu à queda do maior costureiro do século XIX que governara sozinho a moda francesa por cinco décadas.
            Com a morte do estilista, seus filhos deram continuidade nos negócios, Whorth já os havia preparado como sucessores. Os irmãos foram bem sucedidos, embora contassem com a presença da concorrência.            Em 1900 a Maison Whort lança o perfume “Jê Reviens” e garante enorme sucesso.
            A Segunda Guerra chegou devastando a Europa e com isso a casa Whorth chega ao fim. Após a Guerra, um nome que há algum tempo vinha ofuscando o brilho de Whorth chegou para dar continuidade às grandes personagens da história da moda: PAUL POIRET.
Depois de décadas, o nome Worth volta às passarelas da alta-costura, pelas mãos do italiano Giovanni Badin, que foi escolhido por Martin MacCarty (que desde 2003 dirige a linha de perfumes e roupas de Worth). O perfume Je Reviens, que foi grande sucesso em 1932, também volta ao mercado e em breve chegará no mercado a linha prêt-à-porter da House of Worth.
Nomes como Alexandra Schuman (vogue britânica), Carine Raitfeld (vogue francesa) e Suzy Menkes (International Herold Tribune), parecem ter gostado e aprovado o retorno da House of Wohth. Espera-se que em breve a grife apresente os desfiles com a essência do majestoso estilista que reinou por quase meio século de existência.
          

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

LAVER, James. A ROUPA E A MODA. Uma História Concisa. São Paulo. Companhia das Letras, 1989.
QUEIROZ, Fernanda. Os Estilistas. São Paulo, SENAI CETVEST, 1998.
SABINO. Marco. Dicionário da Moda. Rio de Janeiro, Ed. Campus, 2007.


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Precisamos desnudar a nossa alma para revelar a capacidade de sermos leves, sonhar com indizíveis, impossíveis, inexplicáveis, indefiníveis. Há um possível ainda invisível no real”.  



JUM NAKAO

 Jum Nakao é dono de uma das mais celebres visões criativas no universo da moda. Em 2004, Nakao apresentou o desfile-perfomance, Costura do invisível e obteve feitos que poucos estilistas ou artistas no Brasil conseguem realizar. Segundo o próprio autor, a coleção transcendeu seu olhar para além do objeto moda. Não havia um que estive assistindo ao desfile, mesmo os mais desinformados da moda, que não ficou boquiaberto, principalmente no ponto alto da apresentação, quando as modelos com caras de bonecas playmobil, rasgaram suas roupas frente ao público. Depois disso Jum Nakao e a moda brasileira nunca mais foram os mesmos. O trabalho foi considerado como um marco na história do SPFW ou mesmo da década e quem sabe de toda a história da moda no Brasil. Jum Nakao ficou conhecido em vários países, inclusive na cobiçada França, onde expôs a coleção. O fato também levou muitas pessoas a enxergar a moda como algo que vai muito além da futilidade.





Outro trabalho de grande visibilidade, foi à elaboração dos figurinos da mini-série Hoje é dia de Maria, apresentado na TV globo. De caráter estético inovador, era diferente de tudo o que já se havia visto na televisão brasileira. Adaptado por um conto de Carlos Alberto Sofredini e dirigido pelo também celebre e polemico Luis Fernando. Essa minissérie também ficou marcada no imaginário das pessoas. A história de Maria mesclava personagens de teatro, cantigas populares e folclore brasileiro. Depois desses dois sucessos, no mesmo ano, Jum Nakao, lançou o livro Costura do Invisível, baseado no reconhecido desfile de 2004.
Todo esse sucesso não chegou de uma hora para outra. Jum Nakao, levou vinte anos, com muito trabalho, estudo e pesquisa para conseguir tal mérito. Dono de um currículo invejável. Formado em eletrônica e artes plásticas. Estagiou no Concil of fashion Designers de Tókio e no Studio on Limits Inc, do admirável estilista Yssey Miyake, um dos mais respeitados estilistas, responsável pela inovação da moda, nos anos oitenta, na chamada corrente japonismo. Trabalhou como Diretor de criação de estilo da Zoop assinou projetos para Nike e a linha de eletrodomésticos da Brastemp. Atualmente, é professor de pós-graduação em direção e criação de moda na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Mesclou seus conhecimentos com diversos atuantes em manifestações artísticas, como coreógrafos, diretores teatrais e curadores de museus. Também é convidado para palestrar em diversos países.
Em muitas entrevistas, alguém sempre pergunta de onde vem tanta sabedoria e talento. Para o estilista, a ferramenta mais poderosa, capaz de realizar grandes transformações nas pessoas e na sociedade, é a educação. Segundo o artista, Ela é capaz de produzir pensamentos que levam o ser humano a ter liberdade para exteriorizar tudo aquilo que sente ou vê.
Falando sobre criação de moda, Nakao, diz que o profissional dessa área, não deve preparar-se apenas para a produção de roupas. E sim entrar em outras discussões, como a arte, história, sociedade, política entre outras. Aquele que busca só o fator econômico se esquece de valorizar o que há de mais importante na sociedade, que é sua cultura. Portanto se o estilista olhar apenas para a produção, ele será apenas mais um, e  isso não promoverá mudança alguma na sociedade e não vai diferenciá-lo dos demais, ou seja, será apenas mais um na multidão. No entanto, aquele que busca o saber, além de colaborar com a moda, criando produtos com design diferenciados, ele estará contribuindo para divulgá-la e materializar a cultura do país.
O estilista ou qualquer profissional no ramo da moda pode ser um agente investigador da educação e da cultura. Para ele, o Brasil é um país precário no primeiro item, e isso é um erro evidente, que poda todos os aspectos fundamentais para a evolução humana. A arte constitui nova relação, do ser humano com a realidade, e alcança a sensibilidade de cada um.
Jum Nakao, também fala do processo de trabalhar a cultura dentro da sala de aula, com profissionais e estudantes de moda. Para ele a pesquisa “in loco”, é um meio que escolheu para colocar seu aluno mais próximo da realidade. Esse procedimento vai estimulá-lo a tecnologia e a cultura, através da busca fora de sala de aula. Um exemplo, disso ocorreu quando o estilista elaborou os figurinos do espetáculo Os Duplos. O Coreografo Maurício de Oliveira, pensou como temática, o universo dos animais. Com isso, o professor e aluno realizaram um estudo sobre as estruturas dos insetos e transformaram em extensões volumétricas do corpo dos bailarinos que flutuavam pelo espaço. O resultado dessa experiência é o de apurar a percepção e a sensibilidade dos alunos, além de entrar em contato com a tecnologia, através da busca por novos métodos e Matérias-primas.
Para quem deseja conhecer mais sobre o artista e estilista Jum Nakao ou mesmo adquirir o excelente livro baseado no desfile de 2004, A Costura do Invisível, entre no site: WWW.jumnakao.com.br